Blog do Dr. André Mansur

Um filme sobre o poder na cúpula de um governo: “13 Dias que Abalaram o Mundo”

Escrito por Patricia Sales em 17 de abril de 2017

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O ano é 1962. Em outubro daquele ano, um avião das forças armadas norte-americanas, que fazia voos de vigilância de rotina, obtém fotografias aéreas que demonstram: a União Soviética está construindo uma plataforma para lançar armas nucleares a partir de Cuba. Quando essa plataforma estiver pronta, as armas dali arremessadas poderão destruir, em poucos minutos, várias cidades dos Estados Unidos.

O presidente dos EUA, John Fitzgerald Kennedy, seu irmão Robert e demais assessores da Presidência têm que criar um plano de ação para lidar com a grande ameaça. Comandantes militares do Pentágono recomendam um contragolpe militar assertivo, com o uso de armamentos. Mas o presidente e seu grupo temem essa alternativa, em função do alto risco de uma retaliação soviética contra países aliados dos EUA na Europa. Forte tensão é criada nos integrantes do governo com poder para definir o futuro – e também entre eles.

Ao longo de 13 dias, o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo de homens reunidos na Casa Branca, em Washington – e também no Kremlin, em Moscou, ainda que o filme mostre o ângulo norte-americano –, os quais tiveram o desafio de resolver o impasse sem criar uma guerra nuclear global que teria consequências tenebrosas para o Planeta. Ainda bem que o impasse foi resolvido, mas o perigo foi real.

Vale a pena assistir ao filme “13 Dias que Abalaram o Mundo” (“Thirteen Days”, 2000), baseado na realidade da famosa “crise dos mísseis de Cuba” e que tem em seu elenco atores como Kevin Costner (Kenneth O’Donnell, assessor especial do presidente Kennedy, personagem crítica no contexto das brigas de poder ocorridas dentro do próprio governo), Bruce Greenwood (presidente John F. Kennedy), Stephanie Romanov (Jacqueline Kennedy, esposa do presidente), Steven Culp (Robert F. Kennedy, irmão do presidente e um de seus mais importantes assessores) e Dylan Baker (Robert McNamara, secretário de Defesa dos EUA e personagem também crítica para o desenlace dos fatos).

Veja mais aqui sobre a crise dos mísseis de Cuba.

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